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Pastoral da Liturgia

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Artigo: O Ano da Fé

Ao proclamar o Ano da Fé no dia 11 de outubro deste ano, o Papa Bento XVI convida o Povo de Deus a “redescobrir o caminho da fé para fazer brilhar, com evidência sempre maior, a alegria e o renovado entusiasmo do encontro com Cristo”, condicionado aos corações que deixam-se “plasmar pela graça que transforma”, a partir da anúncio da Palavra de Deus.

O seu início coincide com o 50º Ano de Abertura do Concílio Vaticano II, e também com o 20º Ano de promulgação do Catecismo da Igreja. Ele convoca uma Assembleia Geral dos Bispos, como “uma ocasião propícia para introduzir o complexo eclesial inteiro num tempo de particular reflexão e redescoberta da fé”.         

O Papa percebe a crise de fé atual e, diante dos desertos espirituais vivenciados pelo Humano, alerta para a crescente globalização de uma fé sem alma, vazia em si mesma. Ele dirige-se a todos nós, cada qual no seu “quadrado”, por crer que a nossa resposta será a mesma da Mãe da Glória (Lc 1,38) e do pequeno Samuel (1 Sm 3,4.6.8), que colaboraram em momentos distintos na história da salvação.

A Inteligência da Fé sustenta que os nossos atos, pensamentos e omissões repercutem na vida dos nossos semelhantes. E impele-nos a trabalhar de forma nova para a salvação das almas, e coloca-nos em “último” lugar desta fila, “para ter certeza que não ficará ninguém”, como dizia Dom Guido Casullo.

Fruto da ressurreição de Jesus, uma fé madura torna-nos fontes de amor e de perdão, porque alarga o coração com a esperança da eternidade e embriaga a alma com o desejo do reencontro definitivo com o seu Criador. Pouco a pouco, todas as dimensões da vida são purificadas e transformadas, reduzindo o mistério da morte a um feliz “reencontro”.

Este é um tempo de sincera conversão ao Senhor para toda a humanidade cristã e também para a Comunidade da Glória, sendo tão mais frutuoso se vivenciado individual e coletivamente: “A Igreja, sempre necessitada de purificação, exercita continuamente a penitência e a renovação”.         

Uma Fé esclarecida reconhece a sua fragilidade como “tesouros em vasos de argila” (2 Cor 4,7). A nossa adesão precisa ser plena de inteligência e de vontade, sendo o Catecismo da Igreja um “subsídio precioso e indispensável” neste processo.

A Profissão do Credo é incentivada como oração cotidiana, lembra-nos os compromissos batismais e mergulha-nos no mais íntimo de nós mesmos, em busca do Amor que ama e deixa-se amar, plenificando todas as coisas, em todos os sentidos e presente em cada rosto.

Abençoa-nos, Pai, pela honra do teu nome, pelo amor do teu Filho e pela ação do teu Espírito. Amém!

 
Fonte: Carlos Aragão, agente da Pastoral Litúrgica
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