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Notícias

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Artigo: A Quaresma é um tempo...

 
A Quaresma é um tempo de preparação para a Páscoa. Essa preparação não acontece apenas por meio da oração, mas também da penitência e da prática da caridade.

Na quarta-feira de cinzas ouvimos o Evangelho que falava do jejum, da esmola e da oração. Essas práticas ou exercícios espirituais resumem bem como devemos viver a quaresma: primeiro, pela prática da penitência: pode-se fazer o tradicional jejum, que significa simplesmente “comer menos e sem ostentação”. Contudo, existem várias outras formas de praticar o jejum. Por exemplo: jejum do celular, do uso das redes sociais, da televisão, da bebida alcoólica etc.

O jejum é uma prática que nos ajuda no autocontrole, na capacidade de renunciar ao supérfluo para, assim, preparar nossa vontade para acolher as coisas essenciais, e sempre buscar a vontade de Deus.

A esmola resume à prática da caridade, ou seja, nos lembra que a melhor preparação para a Páscoa é fazer o bem aos outros. É partilhar o que temos com aqueles que necessitam. Afinal, nada é nosso, tudo é do Pai!

A esmola também pode ser feita de uma forma moderna: ajudando as pessoas com palavras de incentivo, tirando um tempo para dar atenção aos outros, visitando algum doente, dando comida, roupa, abrigo aos necessitados. Todas são formas de caridade que alargam nosso ouvir os outros com o coração e nos preparam para a Páscoa.

Por fim, também precisamos intensificar a prática da oração. A quaresma é um tempo forte de oração, de intimidade, de diálogo com Deus, com o Deus que é amigo e criador.

Muitas vezes nós não sabemos orar. Identificamos a oração com a leitura de algum texto, recitação de fórmulas prontas ou com a realização de novenas para algum santo. Na realidade, podemos até orar quando fazemos essas práticas, mas nem sempre. A oração significa “encontrar-se com Deus” e pode ser que eu faça uma novena ou leia o Evangelho e não me encontre com Ele. Pode ser que faça tudo isso de forma mecânica, para cumprir um rito, mas se não coloco o meu coração contrito e fiel nessas práticas, elas não podem ser consideradas oração.

Santa Teresa D’Ávila distinguia cinco graus de oração: a oração vocal, a oração mental, a oração de quietude, a oração contemplativa adquirida e a oração contemplativa infusa. Não temos como falar de cada uma delas, mas faz bem recordar que é importante amadurecer em nossa vida de oração.

Vamos então pedir a Deus a graça de, quem sabe, nessa quaresma, passarmos de uma oração puramente vocal para uma oração mental! A oração mental é o que chamamos de lectio divina, que é nos colocarmos diante de Deus por um tempo para ler e meditar a Sua Palavra. Esse é o momento de abrir o coração a Deus, falando a ele como se fala com um amigo.

Seria muito bom que no tempo da quaresma pudéssemos exercitar este tipo de oração diariamente. Certamente seria uma ótima preparação para a Páscoa. E, claro, quem puder fazer um retiro espiritual, faça! Reservando alguns dias para ficar a sós com Deus para ouvir, agradecer e pedir uma mudança de vida, uma maior proximidade d’Ele, criar uma dependência espiritual de amizade, de amor e de docilidade, seria ideal!

Santa Quaresma é uma verdadeira Páscoa!

Louvado seja Deus!

Gerardo Lima (Pascom)
 
Fonte: Pascom
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