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O MENSAGEIRO DA GLÓRIA | 01/04/2018

Edição Abr Mai Jun de 2018

TESTEMUNHO: “Deus mandou um anjo para me confortar no momento de dor”

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Edson da Costa Souza

Meu nome é Edson, sou pai de um menino lindo chamado Lucas. No dia 26 de novembro de 2013, o Luquinhas foi diagnosticado com um tumor cerebral. Para nós, pais e amigos, foi como se o mundo tivesse acabado. Nosso desespero era total, pois ouvimos da boca do cirurgião que o caso dele era grave e que nós tínhamos que nos preparar para o pior.

No dia 27 de novembro daquele ano, nosso Luquinhas foi transferido para o Hospital Regional da Unimed Fortaleza para se preparar para a cirurgia que aconteceria no dia 03 de dezembro. Já na Unimed, eu não conseguia parar de chorar, tomado pelo medo, pela angústia e pelos questionamentos que eu fazia a Deus. Foi então que falei para minha esposa que precisava sair do quarto, que iria a capela do hospital para rezar um pouco.

Ao chegar na capela, me sentei e comecei a chorar e a rezar. Chorava mais que uma criança, com muita dor no meu coração, e dizia para Deus que eu sabia dos meus pecados, que sabia que poderia ser cobrado por Ele a qualquer momento. Eu dizia: “Pai, tira tudo de mim, mas não cobra meus pecados sobre meu filho. Ele é um anjo de dois anos e onze meses, não é justo fazê-lo sofrer tanto”.

Foi então que chegou ao meu lado uma senhora vestida de branco, talvez alguma médica ou enfermeira, e de pé ficou a fazer suas orações. Eu continuava chorando e rezando, então essa senhora abaixou-se e me perguntou se poderia ela fazer uma oração para mim. Respondi que sim e imediatamente ela impôs suas mãos sobre minha cabeça e fez talvez a mais bela oração que alguém poderia ouvir num momento de desespero como o meu. Imediatamente senti um alívio mental e uma renovação das forças, como até hoje não sei descrever.

Somos católicos praticantes e ao fim daquela oração a senhora se foi e eu comecei a agradecer a Deus. Ao me levantar, vi sobre o altar um pedaço de papel. Abri-o e no mesmo havia uma novena a Nossa Senhora. Decidi levar aquele papel para o quarto e propor para minha esposa que fizéssemos aquela oração pela saúde de nosso Luquinhas, nos próximos nove dias. E assim nós fizemos.

Já no dia 29 de novembro de 2013, o cirurgião do Luquinhas entra no quarto e nos diz o seguinte: "Pai, o Luquinhas está clinicamente bem, então vamos antecipar a cirurgia dele para o dia 1º de dezembro, domingo". Vocês podem imaginar um neurocirurgião vir operar num dia de domingo, o Dia do Senhor?

No dia 30 de novembro nosso Luquinhas completou três aninhos, internado num hospital, com um tumor cerebral e mesmo assim continuava a sorrir e nos dizer que estava tudo bem. No dia 1º de dezembro, às 8h30 da manhã, entregamos nosso filho nas mãos do cirurgião, mas principalmente nas mãos de Deus e de Nossa Senhora.

Foram cerca de 4h30 de angústia, até que recebemos o aviso que a cirurgia havia acabado. Corremos em direção à saída do centro cirúrgico para esperar nosso filho, já avisados antes pelo cirurgião que ele viria desacordado. Para nossa alegria, o Luquinhas saiu da cirurgia acordado, apesar de um pouco assustado. Foi para UTI e lá passou apenas 24h.

A cirurgia tinha transcorrido melhor do que todos esperavam e logo nosso Luquinhas voltaria para casa. Mas aí, uma infecção adquirida no hospital adiou nossos planos. Ele teve pneumonia e o ponto do dreno não estava cicatrizando. Fizeram-lhe várias punções na cabeça para drenar o líquido que se acumulava, associando antibióticos fortíssimos. Após dez dias de tentativas, o cirurgião disse que o Luquinhas teria que ser operado novamente.

Imaginem nosso desespero? Mais uma cirurgia em apenas dez dias. E assim foi, e novamente entregamos nosso filho nas mãos de Deus e de Nossa Senhora. Desta vez a cirurgia durou apenas 45 minutos, e nosso Luquinhas ficou na UTI por apenas umas três horas e retornou para seu quarto. Mais uma vez tudo tinha corrido melhor do que se esperava.

O tratamento com antibióticos durou por mais doze dias. A infecção havia acabado, a pneumonia estava curada e no dia 23 de dezembro de 2013, às 10h da manhã, nosso Luquinhas recebia alta do Hospital da Unimed. Ainda com dificuldade para andar e com uma cicatriz enorme na sua cabecinha, ele voltou para casa com um sorriso maior que tudo. Foi nosso maior presente de Natal, maior do que podíamos imaginar.

Hoje o Lucas tem sete anos. É um menino saudável e sem nenhuma sequela, pela graça de Deus e Nossa Senhora, que nunca nos abandonaram. E hoje sei o que Deus queria quando usou o Luquinhas como ferramenta d’Ele. Sim, Ele usou nosso Luquinhas como exemplo de amor e união, pois durante todo o período de internação recebemos orações de milhares de pessoas, conhecidas ou não.

Gente de toda a parte do mundo rezou pela saúde do Luquinhas. Missas foram realizadas em intenção da cura dele, inclusive ele teve seu nome citado na missa celebrada pelo Papa no Vaticano. Nossos amigos evangélicos realizaram cultos em várias Igrejas na mesma intenção. Agradeço a Deus por isso e a Nossa Senhora, por sua intercessão.

Aquela senhora da qual falei, que fez a oração em minha cabeça na capela da Unimed, jamais a encontrei novamente e tampouco ninguém no Hospital a quem procurei também a conhece. Hoje sei que Deus mandou um anjo para me confortar no momento de dor.

“Deus usou nosso Luquinhas como exemplo de amor e união, pois durante todo o período de internação recebemos orações de milhares de pessoas, conhecidas ou não”.

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