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O MENSAGEIRO DA GLÓRIA | 10/03/2018

Edição Jan Fev Mar de 2018

Testemunho II: Diante da pia



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Pe. Ricardo Pinto


Durante a orientação de um retiro espiritual de diáconos permanentes e esposas, partilhei com eles a seguinte experiência que tinha vivido no domingo, cujo evangelho propunha: “Quem não renunciar a si mesmo não pode ser meu discípulo”:

“Antes de ir para a celebração, vi que a pia da cozinha estava cheia de louças. Lavar a louça faz parte do dia-a-dia da nossa comunidade sacerdotal; mas, daquela vez, apoiando-me em um pouco de cansaço, senti-me inclinado a não enfrentar a pia. Deixei, porém, o Evangelho interpelar-me: ‘Como é que você vai pregar ao povo que é preciso renunciar-se a si mesmo para ser discípulo... tendo tempo para lavar a louça e deixá-la para outro? Decidi dar um passo interior. Lavei toda a louça. Também dessa vez senti uma grande liberdade enquanto proclamava o Evangelho e fazia a homilia, porque havia experimentado com mais profundidade o que a Palavra pode realizar na nossa vida”.

Logo após o retiro, um dos diáconos participantes escreveu-me essa carta em estilo de crônica:

“Na noite de domingo, logo depois da conclusão do retiro, cheguei em casa e, diante da pia, comecei a rir. Decidi, como o senhor falou, padre: ‘dar um passo’. Lavei toda a louça. No dia seguinte também.

Diariamente chego do trabalho por volta das 22h. Os filhos já estão indo dormir. Àquela altura, todo mundo já jantou e eu devo ainda jantar. Daí, depois, a PIA. Ah! A PIA!

Ela sempre foi um martírio para todos da casa. Diante dela eu sempre passei indiferente e fingindo que não a enxergava. Só quando percebia que a minha esposa estava ultra-cansada era que eu me aproximava da PIA murmurando, reclamando...

Depois do retiro a PIA continuou lá... com aquele terrível aspecto que sempre me fez desviar o olhar. Agora, porém, eu sou um dos que não a ignora. Todos os dias, pela manhã, sem muito esforço e com alegria, vou ao encontro da PIA.

Penso no amor de Deus por mim; na família que Ele me concedeu; na dedicação, na simplicidade e na perseverança da minha esposa e mãe dos meus filhos; na nossa convivência durante todos esses anos; na misericórdia que é poder viver por eles e por ter sido ordenado diácono permanente para servir o Povo de Deus...

Diante de tudo isso fico achando a PIA tão singela que me ponho a rir e a agradecer a Deus por esse bendito exercício espiritual. Não posso me fechar e viver somente para mim mesmo.

Acho até, pedindo perdão pela comparação, que teologicamente a PIA não é FAMILIAR, mas SANTA! Santa PIA, padre! Santa PIA!”
(extraído da revista Cidade Nova, maio 2006)
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